• IRS 2019
%PM, %26 %756 %2018 %17:%Dez.

Nota enviada à Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho

Nota de Esclarecimento enviada à Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho pela Cruz Vermelha Portuguesa:

Gostaríamos de partilhar os factos que explicam a infeliz notícia sobre uma investigação policial na qual a Cruz Vermelha Portuguesa está envolvida. Apesar de a Cruz Vermelha Portuguesa não ter sido acusada de nenhuma infracção, a publicidade à volta deste caso causou danos colaterais na reputação da Instituição.
No início de Dezembro de 2018, a Polícia Judiciária Portuguesa iniciou uma investigação às actividades do Inspector-Geral de Finanças. Esta investigação teve origem numa acusação genérica, e não só sobre a Cruz Vermelha Portuguesa, formulada por um Inspector das Finanças (de nível intermédio) de que o Inspector-Geral terá ocultado Relatórios de Auditorias em troca de favores e, até, de subornos. De entre os relatórios que desapareceram, o Inspector refere um especificamente, realizado em 2016, sobre a Cruz Vermelha Portuguesa. Foi possível saber, através da extensa cobertura mediática deste caso, que o Inspector em causa terá sido demitido do Ministério das Finanças, pelo próprio Inspector-Geral.
Em 2016, o Ministério das Finanças levou a cabo uma auditoria à Cruz Vermelha Portuguesa. A equipa de auditores foi liderada pelo tal Inspector das Finanças. Passaram-se meses sem que a Cruz Vermelha Portuguesa tivesse tido conhecimento dos resultados da auditoria e sem que tivesse sequer recebido um rascunho preliminar que fosse possível comentar e contrapor. Recebemos, por fim, umofício do Ministério das Finanças esclarecendo que a auditoria tinha sido inconclusiva e arquivada.
No meio de toda esta cobertura mediática acerca da investigação, foi tornado público e divulgado na internetum “rascunho do Relatório de Auditoria”, cuja principal conclusão diz respeito à classificação contabilística das transferências e pagamentos entre o Estado e a Cruz Vermelha Portuguesa. Actualmente, recebemos fundos de vários tipos: a) subsídios para cobrir os custos da nossa actividade no âmbito da Protecção Civil e para cuidar dos veteranos deficientes da Guerra Colonial; e b) pagamento de serviços contratados com diferentes entidades estatais, a nível local e central, como sejam o transporte de doentes, o apoio domiciliário, a assistência social prevista em variados programas, etc.
De acordo com o Inspector de Finanças que liderou a citada“auditoria” todos estes fundos deveriam ter sido contabilizados como subsídios ou subvenções e que, por conseguinte, a Cruz Vermelha Portuguesa deveria ter ressarcido o Estado pelo valor dos fundos erradamente contabilizados. Entretanto já consultámos a Ordem dos Contabilistas Certificados e a Ordem dos Revisores Oficiais de Contas. Ambas confirmaram que a nossa forma de contabilizar os fundos recebidos do Estado (subsídios e pagamentos) está de acordo com a prática contabilística normal.
Mantemos, na Cruz Vermelha Portuguesa, os serviços de um Auditor permanente, que nos aconselha numa base regular e que revê, anualmente, os nossos relatórios financeiros. Temos também um Conselho Fiscal que anualmente faz uma revisão ao Relatório Financeiro da Cruz Vermelha Portuguesa e que apresenta os seus considerandos sobre o mesmo na Assembleia Geral da Instituição. Os relatórios de 2016 foram aprovados pela Assembleia Geral em Outubro de 2017.
O actual Presidente da Cruz Vermelha Portuguesa e respectiva Direcção Nacional tomaram posse no final de 2017, bem depois dos eventos descritos acima.

Dezembro de 2018

Powered by jms multisite for joomla